Thursday, August 13, 2009

Certo dia um fazendeiro veio à procura de um homem. O fazendeiro precisava de alguém com muita habilidade para executar um serviço.

Então encontrou quem procura. O jovem estava sentado debaixo de uma árvore e seus olhos marejados estavam inchados de tanto chorar. Seu pai – o homem que ele mais amava na vida – tinha uma doença terminal que apenas poderia ser tratada com um montante de dinheiro que a família não dispunha.

Veio a oferta do fazendeiro e ela pareceu irrecusável.

- Matarás um homem para mim e eu lhe darei o que for preciso para salvar o seu pai.

Não pensando duas vezes o jovem colocou-se de pé. Pensou ele: que pecado teria trocar uma vida por outra? Se alguém teria que morrer não seria seu pai.

O fazendeiro deu os detalhes de onde encontraria o homem. Seria em um armazém abandonado e a vítima estaria sozinha. Não haveria testemunha.

Pegando a arma da mão do fazendeiro o jovem apertou seu caminhar para realizar a tarefa o mais rápido; afinal de contas seu pai se encontrava no leito de morte de sua casa e não tinha muito tempo.

No caminho o jovem cruzou com um mendigo que pediu um pedaço de pão. Mas o jovem não tinha tempo para caridade. Depois encontrou um aleijado em sua cadeira de rodas o qual perguntou se o jovem poderia empurrá-lo alguns metros à frente. Todavia o tempo continuava a ser exíguo e ele ignorou o aleijado.

Chegando ao armazém abriu a porta e viu um homem deitado bem ao fundo do lugar. O jovem sacou a arma do bolso e quando ia atirar reconheceu a figura. Era seu pai.

- O que o senhor está fazendo aqui?

- Vim até aqui para relembrar dos velhos tempos antes de morrer. O que fazes com esta arma?

- Um fazendeiro muito rico me prometeu dinheiro para matar um homem que estaria neste armazém. Mas aqui apenas encontro o senhor.

O velho então riu. – Não sou eu que apenas estou aqui. Você também está. E ele não era um fazendeiro. Era um padre.

- O que queres dizer?

- Eu pedi ao padre para procurá-lo.

- Para matá-lo?

Com uma pausa, veio a resposta: Não. Para você morrer, meu filho.

O jovem apontou a arma para a própria cabeça e mostrou que não hesitaria em atirar.

- Pare! – pediu o pai. – Não quero que morras desta forma.

- Mas de qual outra forma poderia morrer?

O velho apontou para o coração e falou: Nascendo de novo. Longe do pecado e da tentação. Com a sabedoria de que nenhuma vida vale mais do que a outra; mesmo que seja a vida de um ente querido. Da mesma forma como você sofreria com a minha ida, familiares da sua vítima sofreriam do mesmo jeito. Não parou para pensar? Sempre tentamos aliviar as dores colocando-as nas costas de outros. O que temos que fazer é aceitar e sermos fortes. Se tu és forte para tirar a vida de alguém porque não seria para continuar suportando a dor da sua?

“João 3:3-7: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.”

Portando irmãos e irmãs, Deus nos deu a mensagem de que devemos enterrar o velho Eu. Um Eu repleto de pecados, impurezas e imperfeições. Todos nós sabemos que – ao nascer de novo – não estaremos livres do pecado e das tentações. Todavia seremos fortes o bastante para lutarmos contra elas. Uso o versículo da Bíblia como uma fonte lógica de sabedoria. Por mais cético que alguém seja: não consegues perceber que o pecado é uma mercadoria de satisfação imediata e que traz conseqüências horríveis em longo prazo?

Somos fracos e falíveis. Seria insensato pensar que não iremos cair ao caminharmos na trilha da vida. O mais importante é saber levantar-se. Quantas tentações não nos tiram a razão? Agimos por impulso. Por emoção. Por compulsão.

Seja qual for o seu Deus ou se não tiver um: penses em ti e em quem o ama de verdade.

Morrer para o pecado é um funeral onde não haverá ninguém chorando. É um caixão vazio a ser sepultado para sempre. Caso seja mais fácil para o seu coração absorver a mensagem troque o pecar por errar. Afinal de contas: todos nós somos todos os dias induzidos – por outros ou por nós mesmos – a erros. O importante é ficar alerta e agir com sensatez.

Escrito por Raphael Michael.

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Thursday, June 4, 2009

O estoicismo do amor não busca a sua razão. A menina do olhar triste apareceu vazia em sua dimensão. Com uma busca solitária de ajudar a solidão. Conseguiu me fazer entender como as outras estavam equivocadas ao me naufragarem na diversão. Indo bem na contramão – como um arrepio à gratidão -.

Pergunto-me se é amor. Todavia há ato de carinho maior do que se compadecer da dor? Do tipo da dor que não lhe merece e entristece. Sem jeito nem prece.

Acreditar não no pretérito e sim no que acontece. Um jeito estranho de ver o outro. Como parte de uma espécie. Falível e que perece. Em seus próprios defeitos ou no pensamento alheio. Dessa vez ninguém está brincando de conto de fadas. Dessa vez lutamos e nos agarramos a propósitos que levam ao final feliz. Não somos estóicos, nem devemos ser. Cansei de esperar da alegria uma fonte da natureza regida pela causalidade. Hoje vou vencer e ser feliz. E se amanhã chover, transformar a tormenta em um poço de alegria.

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Tuesday, May 5, 2009

Por qual razão busca o filósofo adquirir conhecimento? Seria uma tentativa frustrada de alcançar uma explicação para a falta de razão intrínseca a existência humana? Ou apenas uma forma de ocupar o vazio do coração, que é movido apenas por emoções e conotações sem coerência? Também – poderia assim dizer – que ele deseja apenas se eximir de toda culpa de não ter tentando, ou quem sabe, sentir-se superior a todos os que o cercam, desprovidos não de inteligência, e sim da vontade de respostas.

Viver é tão fácil como morrer. Mais fácil ainda é quando os outros – não nós, filósofos modernos – tendem a continuar no ócio da alienação espiritual, crendo em dogmas extravagantes demais para serem entendidos como verdade.

A maior parte dos “vícios” compartilhados pela sociedade leva inexoravelmente o ser humano à destruição. Não acontece diferente com a sabedoria. Quanto mais nos imiscuímos nos propósitos da vida, mais nos perdemos em suas entrelinhas.

Se existe uma força superior, ela não nos dará a verdade de forma tão fácil. Nós – filósofos – temos que ser merecedores dela; respeitando as limitações e a ignorância.

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Thursday, April 23, 2009

Um segredo entre nós

Durante anos, ao acordar toda a manhã, ele se deparava com ela; sempre sentada no mesmo sofá.

Os dois trocavam um tímido olhar, cercado de indiferença e desprezo.

Por mais que a relação os obrigasse a conviver quase que diariamente, os dois pareciam não se suportar.

Passaram-se anos. E a tina rotina de acordar e se desprezar desapareceu.

Ele não mais sabia como ela estava. Apenas sabia que havia crescido. Já se tornara uma moça, quase da sua altura.

O reencontro marcou um sentimento estranho ao coração do rapaz. A troca de olhares e o primeiro sorriso o fizeram achar que talvez sua intuição fizesse sentido.

Quem sabe o recíproco olhar estava apenas mascarado de indiferença. Ambos sentiam algo um pelo o outro. Fato que ele continuaria a negar, apesar de alguma coisa, vinda de dentro, queria eclodir para outro caminho.

No dia seguinte, chegada à noite, os dois saíram para dar uma caminhada. O rapaz não possuía intenção alguma. Nem mesmo aquela velha intenção de transgredir. De colocar à prova suas certezas, mesmo que elas custassem um preço alto demais para pagar. Ele não mais queria sofrer com o julgamento alheio. Não pelo fato de dar ouvido aos outros, e sim por ter coisas mais importantes para se preocupar.

E então, quando a noite dava lugar a madrugada, os dois se abraçaram e se entreolharam. Ele sabia compreender um olhar. Segundo o que sempre dizia: um olhar pode entregar os sentimentos mais ocultos.

E foi no mesmo olhar, que antes fora coberto de desprezo, que suas bocas se aproximaram. Um ato tão natural como a correnteza que despeja suas águas através dos rios.

E o beijo. Um beijo repleto de mistério e silêncio. Um beijo que ficaria para sempre marcado como um segredo; um segredo entre nós.

É certo que Nietzsche, sem dúvida, aplaudiria de pé. Convidariam todos os moralistas para apreciarem o que teceu nas entrelinhas do bem e do mal. Afastaria por completo a imoralidade. Mas o rapaz pensaria que pudesse esta ser sua maldição. Ou quem sabe, rendição. Render-se a capacidade de atrair justamente quem nunca deveria estar atraído.

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Tuesday, April 21, 2009

Transgredir. Impor a sua vontade quando a mesma atravessa barreiras como: a moral, o julgamento alheio, o certo ou o errado.

É mister que se faça entender que errar ou acertar baseia-se apenas em um conceito etéreo, sem nada além da lascívia humana em que tentar controlar a sociedade e o outro com mentiras e razões com sentidos apenas morfológicos.

O que era encarado como correto em sociedade preterias, hoje pode ser visto como bizarro ou absurdo.

A união entre um primo e uma prima, ou até mesmo um irmão com uma irmã, é visto à luz da negação e do absurdo.

Muitos escondem seus julgamentos por trás do eugenismo, mas o bom pensador, busca a resposta para um fato não temerário, atinente ao amor e a sentimentos obscuros.

A cada dia tentamos implantar em nossa mente complicações para ações equivocadas. Para vivermos em sociedade somos obrigados a engolirmos e não lutarmos contra conceitos pré-modelados (muitas vezes falsos e tecidos por doutores que buscavam apenas satisfazer seu ego e suas considerações próprias). Devemos entender de que nenhumas das teorias existentes foram elaboradas apenas com o cunho científico. Há sempre um lado negro da razão. Um busca em compor o projeto político e ideológico.

A transgressão nada mais é do que pensar. Analisar com base em suas próprias fontes.

Consigo lembrar-me de apenas uma advertência para aquele que busca compreender a si mesmo: muitos não conseguirão compreendê-lo.

E como um guerreiro no front nós teremos que resistir duramente às críticas, e quem sabe, até mesmo ao abandono.

Copérnico e Galileu, respectivamente, compuseram o pensamento básico de que a Terra não está parada e que o Sol não gira em torno da mesma.

Hoje convoco neo-filósofos a não ficarem estagnados ao ócio e gritarem que não é o ser humano que gira em torno da sociedade, e sim a própria sociedade é quem nos cerca, dando voltas perturbadoras a nossa alma.

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Thursday, April 16, 2009

Perdi meu sono perdendo-me em você

Em tudo que eu mais desejo

O seu jeito de ser

A distância separou uma parte de nós

Mas continuo sonhando

Debaixo dos lençóis

No seu jeito de ser

Não há nada como querer

Amar para sempre

Quem nunca deixou de ser

A minha COISA mais LINDA

Minha razão de viver

Que por hoje só choro

Mas no amanhã eu espero

Ser novamente

Apenas eu e você

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Oh saudade

Por que me fazes chorar?

Acho que nunca mais serei dela

Nem mesmo de mim irá lembrar

Carrego o peso do nada

Do ontem, minha amada

De quando ainda estava sentada

Jurando que nunca deixaria de me amar

Não foi mentira

Foi apenas um jeito de falar

Mas não é o que espero

Como penso

Ainda quero

Me desespero

Sabendo que uma vez ouvi dizer

Que o amor verdadeiro nunca há de morrer

Então me explique

Por que fostes me esquecer?

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Thursday, April 2, 2009

Quem é você?

A pessoa que eu busco tanto encontrar.

Que eu penso sem parar.

Ficando a imaginar como seria bom ao seu lado estar.

 

Quem sou eu?

Um jovem tomado pela paixão.

Com coragem para vencer a desilusão.

Sem medo da decepção.

 

Quem somos nós?

Duas pessoas que se cruzaram.

Conquistaram.

O coração um do outro.

 

Pelo menos é isso que eu espero.

Esperar nada além de transformar.

Nossos sonhos em realidade.

Com um beijo repleto e ternura e felicidade.

 

Se vamos ficar juntos ou não.

Deixo ao encargo do tempo.

Prendendo-me apenas ao momento.

Que desatento.

Esperava ao alento.

 

Se há dúvidas, elas precisam ser vencidas.

Convencidas.

De que nada é por acaso.

E que lidar com paixão com descaso.

É a última coisa que eu faria para não ficar ao seu lado.

 

Vamos lá?

Aprendi que a razão é usada nos momentos de pouca emoção.

Prende o coração.

Deixa a vida sem conotação.

Tudo só depende de nós.

E mais ninguém.

Mais ninguém.

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Monday, March 16, 2009

Minha avó

Há dois meses estou deitado no mesmo edredom

Sendo acordado pelo som

Dos passarinhos que beiram aqui ao prédio

Um tédio

Deserto de solidão

Submerso pela ilusão

De que as coisas vão melhorar

Enquanto isso

Eu continuo no improviso

Incauto e cansado

Farto de uma vida como um fardo

Isolado de todos que estavam ao meu lado

Abraçado ao travesseiro que suporta minhas lágrimas

Tão pesadas de sofrimento

Sem um olhar atento

Para as mudanças jogadas ao alento

Levadas pelo vento

Mas eu ainda acredito

E por isso não deixo de dizer

Que perto de ti voltarei a adormecer

Protegido e protegendo

A pessoa mais amada que me foi tirada com lamento

A mesma que pensei só perder pelo tempo

Tirada antes da hora

Como meu coração chora

De tristeza por não saber como valia

Um amor que sinto agora

Um vazio que nunca visto outrora

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O Caminho

Tudo em nossa vida depende do caminho de escolhemos. E não se engane a achar que a vida é um mar de rosas. Ela é uma estrada tortuosa, que nos desvia e nos traz de volta à estrada. Tudo depende de nosso Eu interior. Da força de vontade e da luta. Eu aprendi que se deve lutar por não mais que vinte e quatro horas. Pensar apenas no dia e se esquecer que amanhã haverá outras provações que teremos de enfrentar.

Vencer ou perder; viver ou morrer. Isso define a trajetória de um ser humano, repleto de anseios, decepções e fraquezas.

Mas não pense que você é fraco o bastante para encarar as provações. Você tem a força de tudo àquilo que lhe é dado. E por isso está submerso em uma força interior tão forte como a dor que sentes.

A vida me ensinou que devemos nos bastar. Parar reclamarmos se algo não está indo como esperávamos.

A história do vencedor está repleta de quedas. Odisseu passou vinte anos perdido ao mar de Poseidon, mas não desistiu de voltar à Ítaca.

Considerado essa narrativa grega como uma metáfora capaz de mostrar a todos nós que o ego, o desânimo e a arrogância podem ser os nossos maiores inimigos. E digo mais: nós podemos ser nossos piores inimigos.

Traga a alegria de volta ao seu coração. Ela está bem ali, esperando apenas por nós. E não se envergonhe de ser derrotado algumas vezes ou de chorar debaixo do cobertor.

Abra seus olhos e perceba a maravilha de possibilidades que estão à sua frente. Perceba quantos de nós venceram provações bem maiores e lembre-se que eles não possuem nada além do que há dentro de ti.

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